Saudade!
O avô de um amigo meu partiu…
Soube ontem, fiquei triste, muito triste mesmo.
Era um conselheiro e amigo de longa data, com uma voz timbrada, sem ser agressivo, um riso breve, era quase envergonhado. Era uma pessoa boa, um pescador exímio, amigo do seu amigo, uma raridade para os dias de hoje.
Achava-lhe piada porque contava muitas histórias, repetia-as muito, tinha como hábito enriquece-las com uns "e tal", porque em determinada altura, todo o sentido da história acabava por lhe fugir.
Então, para colmatar essa lacuna, introduzia-lhe algumas alterações.
As histórias, a cada nova repetição, tomavam uma feição diferente, pensava mesmo que muitas delas já nem tinham nada a ver com aquilo que tinha acontecido.
Curiosamente, as minhas conversas com ele, aquelas que eu considerava mais íntimas, nunca atingiram um grau muito elevado. Para ser justo, diria que verdadeiramente, nunca tínhamos discutido assuntos muito delicados um com o outro, fosse política, mulheres, ou qualquer outra questão.
Ele sabia que eu não me esticava muito por uma questão de respeito.
Passou ainda pouco tempo, mas já sinto saudades daquele “velho”
Contudo, sei que vai “continuar” entre nós. Certamente que a nossa abertura passará a ser outra quando o visitar na sua nova morada, é a lei da vida meu bom amigo, mas uma coisa eu tenho a certeza…vais continuar sempre ligado á minha memória.
Pedro Monteiro



4 comentários:
Também soube ontem e fiquei chocado!
Para além de se perder um bom homem, perdeu-se um bom amigo…
Que descanse em paz.
Abraço
A vida está sempre a pregar-nos destas surpresas…
Ou seja! A vida não vale uma merda.
Vou sentir saudades.
Abraço
Em alturas como esta, por mais palavras que se procurem, não conseguimos encontrar nenhuma especial que transmita conforto para ajudar amenizar, não só a dor da perda física, como também a saudade que deixa um grande vazio.
Era um homem especial…vou sentir grandes saudades.
Abraço para ti
Pedro, só soube hoje e sinceramente fiquei chocado…
Ainda no domingo, com aquela disposição que todos conhecíamos, dizia bem alto para quem o queria ouvir: “Ando cá desconfiado que isto de ainda estar vivo, um dia acaba mal!”
Até sempre meu bom amigo.
Abraço
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