03/02/2010

O Ruben!

Visitar alguém no Hospital não é das coisas que sinceramente mais goste de fazer.
O Ruben, depois de um acidente de automóvel em Setembro de 2009, saiu de coma. Agora, depois de “acordar”, o seu principal objectivo é viver: andar, respirar sozinho, falar.
Ainda não estou preparado para ver alguém de quem goste a sofrer desta maneira, ainda para mais, quando me sinto impotente para fazer algo mais.
Eu sei que dar um pouco de mim todos os dias, dizer que ele vai safar-se, dar-lhe esperança que não é desta, é importante. Mas não é tudo.
De regresso a casa, depois de visitar o Ruben, lembrei-me das vezes que reclamo tanto e que quero muito mais do que necessário.
Somos uns ingratos.
Pedro Monteiro

4 comentários:

helena disse...

Confesso que também não é das coisas que mais goste de fazer, porém, sei que nestas alturas uma visita e uma palavra amiga, vale mais que mil injecções.
Beijinhos

sonia disse...

Não gosto muito desse tipo de visitas! A “casa” em si aterroriza-me…
Muitas vezes faço a visita quando do regresso a casa1
Beijinhos

Sofia disse...

Parece um contradição o que vou dizer, mas também não gosto de hospitais apesar de trabalhar num quase todos os dias.
O caso do Ruben, são acasos da vida ou do destino, como lhe queiras chamar.
Mas pior que isso, são aquelas situações em que somos esquecidos numa cama de hospital ou num lar quando se é velho.
Podes não acreditar, mas onde trabalho, há pessoas que nunca receberam uma visita e estou a falar de anos de internamento.
Depois, quando morrem, se a conta bancária é grande, nem te passa pela cabeça as pessoas que aparecem de papel na mão a gritarem, meu querido pai, meu querido irmão, meu querido tio.
Mas penso que já fugi um pouco ao assunto…
Beijinhos

Maritsa disse...

Sempre que posso não desisto de fazer uma visita apesar de saber que os hospitais são lugares que não trazem boas memórias a ninguém.
Fico triste quando visito alguém e constato que o doente do lado não tem ninguém a reconfortá-lo.
Mas são situações como a que acabas de descrever que nos inquietam e nos fazem
pensar um pouco.
Beijinhos